PS de Pombal está preocupado com endividamento, competitividade e coesão do concelho
Escrito por 97fm Rádio Clube de Pombal em 2026-01-08
O Partido Socialista (PS) de Pombal manifestou a sua preocupação sobre o futuro do concelho de Pombal, através de uma conferência de imprensa onde manifestou a intenção de contribuir activamente “para a construção de uma alternativa que assegure uma melhoria efectiva da qualidade de vida de todos os habitantes do concelho de Pombal”.
Rui Pinhão, líder dos socialistas pombalenses, apresentou “o crescente endividamento” como a primeira preocupação. O PS de Pombal diz que, “depois de dois anos com saldos negativos”, o orçamento e as grandes opções do plano para 2026, recentemente aprovados, demonstra “a intenção de manter os prejuízos da câmara durante pelo menos mais dois anos”. Acusou Pedro Pimpão de governar o concelho de forma irresponsável e disse que essa gestão, “no melhor cenário, provoca um resultado negativo acumulado de oito milhões de euros em quatro anos”.
O segundo motivo de preocupação apontado foi a falta de competitividade do concelho, com Rui Pinhão a apontar a desvalorização de Pedro Pimpão em relação à Habitação e emprego qualificado. Na Habitação, os socialistas falam em total falhanço da governação do PSD, exemplificando com a “perda de financiamento de 18 milhões de euros do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana para a construção de habitações a custos controlados e a recuperação de habitações degradadas”. No Emprego, dizem que o investimento nas zonas industriais está a ser feito a um ritmo que “é incompatível com as necessidades do concelho para atrair empregos de valor acrescentado”. O PS de Pombal reclama a criação de uma estrutura técnica dedicada à atracção de investimentos.
A terceira preocupação é a coesão territorial. Os socialistas falam num concelho desigual que diminui a vontade das famílias prosseguirem aqui os seus planos de vida, nomeadamente as gerações mais novas. Apontam problemas na rede de transportes, na rede educativa, no saneamento básico e na preservação ambiental, como factores que contribuem para isso.
O PS de Pombal justifica o seu voto contra o Orçamento para 2026 com estas preocupações e diz estar a trabalhar para apresentar uma alternativa. “Independentemente dos resultados eleitorais, manteremos o trabalho consistente de fiscalização do trabalho do PSD”, garantem. Rui Pinhão deu conta também de que os socialistas têm questionado a maioria sobre vários aspectos da gestão autárquica e não obtêm respostas claras, acusando a câmara de “desvalorizar a transparência e o papel da oposição”. As questões que o PS quer ver esclarecidas dizem respeito a temas variados, como o funcionamento do Café Concerto “em incumprimento das obrigações contratuais” da sua concessão; quantos milhões custou o Explore Sicó; porque razão a câmara “mantém a intenção de gastar 10 milhões de euros num polo do ensino superior sem ser conhecida a estratégia do concelho ou as áreas científicas que serão desenvolvidas; quem serão os próximos responsáveis pela PMU e Pombal Prof; porque é que a Carta Educativa foi encomendada a uma entidade externa que tem conflito de interesses no seu resultado; ou porque se deram dezenas de milhar de euros a uma associação privada para promover o envelhecimento activo, em detrimento de apostar nas instituições locais.