PS de Pombal critica falta de acção do Município, Governo e Protecção Civil após tempestade
Escrito por 97fm Rádio Clube de Pombal em 2026-02-13
A Concelhia de Pombal do Partido Socialista emitiu um comunicado onde critica a falta de acção do Município de Pombal, do Governo e da Protecção Civil, nomeadamente após a passagem da tempestade Kristin pelo território. Os socialistas avançam com um conjunto de propostas que irão defender junto do executivo municipal.
O comunicado começa com o envio de condolências à família do homem que faleceu na sequência de uma queda quando reparava um telhado na freguesia da Redinha. Num momento que considera “de solidariedade e de apoio às populações”, o PS de Pombal diz acompanhar o rescaldo da intempérie com grande preocupação. As críticas começam para com o Governo liderado por Luís Montenegro. “O poder central falhou quando mais era necessário! O governo deixou as pessoas entregues à sua sorte!”, garantem, afirmando que o primeiro-ministro “tem a responsabilidade de não ter accionado os mecanismos de prevenção adequados aos potenciais efeitos da depressão Kristin”. Em seguida, avançam que “a Autoridade Nacional da Emergência e Protecção Civil não comunicou, atempadamente, a gravidade potencial do evento meteorológico. Após a ocorrência o governo não teve a liderança necessária à minimização dos imensos danos, pessoais e empresariais, que se foram identificando nem deu orientações claras sobre os procedimentos adequados à situação. Em vez de uma atitude empática para quem sofre, e o envio para o terreno dos meios necessários para combater os efeitos da catástrofe, Luis Montenegro primou pelo silêncio”. O PS de Pombal considera “difícil de acreditar que o governo tenha recusado accionar, de imediato, todos os mecanismos de apoio que a União Europeia tem para este tipo de situações”.
Depois das críticas ao Governo, chegam as críticas ao executivo municipal. Dizem os socialistas que “primou pela inacção, falta de liderança para a activação adequada do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil de Pombal e, como consequência, descoordenação na acção”. “Nem empatia conseguiram mostrar por quem sofreu e sofre, muitas vezes isoladamente. Também não é admissível o abandono a que ficaram votados alguns presidentes de junta de freguesia”, prossegue. O PS de Pombal acusa ainda o executivo de “arrogância própria de executivos autocráticos” por não ter aceitado a disponibilidade que os socialistas manifestaram ter para contribuir na mitigação dos problemas e de ter promovido a instrumentalização uma manifestação, “tentando transformar um legítimo protesto das populações num exercício de fuga às responsabilidades políticas”. O comunicado diz que “o sofrimento das populações, privadas durante dias de serviços essenciais, não pode ser usado como escudo político nem como manobra de distração. A E-REDES tem que ser responsabilizada pelo atraso inadmissível na resolução dos problemas prementes relacionados com a reposição da energia eléctrica às pessoas e às empresas. Mas neste contexto, a falta de actuação efectiva do actual executivo municipal colocou Pombal ao nível de um território sem peso para reivindicar e fazer acontecer”.
Antes de enumerar as propostas que vai defender junto do Município, o PS de Pombal critica também João Antunes dos Santos, falando de uma constrangedora ausência do deputado natural do nosso concelho. “Tão vocal na luta partidária e mudo perante os problemas reais dos habitantes do seu concelho!”. Os socialistas propõem a” criação de uma bolsa de advogados voluntários para apoio extrajudicial na relação com seguradoras e apoios públicos (dizendo que a proposta já foi aceite pelo executivo); o investimento imediato em mecanismos de mitigação dos efeitos de catástrofes, nomeadamente geradores e equipamentos de comunicação, em equipamentos com funções sociais relevantes; o apoio à reavaliação do orçamento municipal para canalizar verbas para reerguer Pombal; a criação de uma comissão de inquérito independente para avaliar a situação actual e retirar lições para actuação em situações futuras; a criação de uma Comissão Técnica para acompanhar e avaliar o trabalho da E-REDES e das empresas de telecomunicações; o apoio à definição de apoios às pessoas e empresas mais afectadas; a avaliação técnica das infraestruturas críticas do concelho e das zonas de risco recorrente; o investimento na expansão do SIG municipal para apoiar adequadamente a gestão de catástrofes e fenómenos naturais adversos; e a reavaliação do investimento a fazer em festas como o Bodo.
Termina com um agradecimento aos funcionários do Município, populares e voluntários “que tudo fizeram para colmatar as falhas de assistência do poder local e nacional”.