Pombal cancela eventos e reprograma agenda cultural após tempestade
Escrito por 97fm Rádio Clube de Pombal em 2026-02-25
A Câmara Municipal de Pombal vai cancelar e reprogramar vários eventos culturais e desportivos previstos até ao Verão, libertando mais de um milhão de euros para fazer face aos prejuízos provocados pela tempestade Kristin. A decisão foi anunciada pelo presidente do município, Pedro Pimpão, na reunião do executivo de 23 de Fevereiro.
“A prioridade agora é acorrer, socorrer quem precisa de ser socorrido e trabalhar para melhorar aquilo que tem sido melhorado com perspectivas de futuro”, afirmou o autarca, sublinhando a necessidade de “dar sinais” de que o município está concentrado na resposta às consequências do mau tempo.
Segundo Pedro Pimpão, o município está a falar de “um valor superior a um milhão de euros de eventos culturais que vamos cancelar e outros que vamos reprogramar”, decisão que será ainda partilhada com os vereadores e parceiros institucionais.
Entre as iniciativas que não deverão realizar-se nos moldes inicialmente previstos estão o Pombal Medieval, o Festival Pombalino, a Feira do Livro, a Semana da Juventude e uma feira descentralizada dedicada ao turismo de natureza, além de algumas actividades desportivas. Também as comemorações do Maio, Mês do Marquês deverão decorrer de forma mais reduzida.
“Não vamos organizar o Festival Pombalino e o grosso do investimento. Iremos assinalar o Mês do Marquês, mas com eventos mais simbólicos”, explicou.
Relativamente ao Bodo, a intenção do executivo passa por manter a realização da festa, mas com um formato reduzido e orientado para a dimensão solidária.
“Ou tomamos a decisão de não haver Bodo, que se calhar era a decisão politicamente mais confortável, até a mais popular, mas não me parece que seja a melhor orientação”, afirmou o presidente da Câmara.
A proposta passa por reduzir o investimento em cerca de dois terços e transformar o evento numa edição mais centrada na comunidade.
“Aquilo que temos pensado é reduzir o investimento no Bodo em dois terços, transformar o Bodo num Bodo de cariz mais solidário e de valorização dos nossos agentes culturais locais”, explicou, acrescentando que a intenção é também reforçar o papel das colectividades, sobretudo as mais afectadas pela tempestade.
“Estamos a falar já de um bolo inicial na ordem dos oito milhões de euros para fazer face aos efeitos da tempestade”, concluiu Pedro Pimpão, considerando tratar-se de “um sinal positivo do esforço municipal”.