Kristin: Pombal com programa de recuperação e transformação para o concelho
Escrito por 97fm Rádio Clube de Pombal em 2026-02-26
A Câmara de Pombal vai avançar com um programa de recuperação e transformação do concelho, que surge para fazer face aos danos deixados pelo mau tempo e prepara o território para possíveis fenómenos adversos, revelou hoje o presidente.
“Aquilo que nós queremos é que, em conjunto, percebamos o aconteceu, a forma como foram dadas as respostas aos principais problemas e criar condições para que, perante um fenómeno semelhante, e já percebemos que a probabilidade de acontecer é enorme, estejamos melhor preparados no futuro”, destacou Pedro Pimpão.
Durante a reunião do executivo municipal, que decorreu esta tarde, o autarca explicou que este plano de acção é orientador e inacabado e que, por isso, será robustecido.
“Escolhemos também três pilares, tal como está organizado o PTRR: o pilar um de recuperação -Pombal Avalia; o pilar dois resiliência – Pombal Protege; e o terceiro pilar, transformação – Pombal Renasce”, referiu.
Segundo o social-democrata, no âmbito do primeiro pilar vão “olhar para aquilo que aconteceu, repor a normalidade e melhorar a capacidade de resposta para o futuro”.
“Vamos apresentar propostas de melhoria num relatório até Abril deste ano. Neste plano temos também um conjunto de isenções de taxas urbanísticas para obras urgentes relacionadas com a intempérie”, indicou.
No que toca o apoio às famílias, a autarquia irá “isentar 60% da factura de água neste período de calamidade”, tendo ainda sido activada uma linha de apoio psicológico, equipas em todas as freguesias para dar apoio nas candidaturas aos fundos nacionais para habitação própria e permanente, para além da disponibilização de um centro de apoio logístico com bens alimentares, roupa e materiais de construção.
Em relação a medidas mais direccionadas para a capacidade operacional do município em contexto de crise, o presidente da Câmara de Pombal anunciou a intenção de constituir unidades locais de protecção civil em todas as freguesias.
“Queremos a criação de centros comunitários de crise nas freguesias, ou centros comunitários de emergência, para que no contexto como aquele que aconteceu, em que as pessoas ficaram sem luz, sem água, sem comunicações, haja pontos de apoio de proximidade”, acrescentou.
Paralelamente, pretende reforçar a capacitação da sociedade civil, das empresas e das escolas, “incidindo em planos de formação e simulacros regulares”.
Em relação à reconstrução do que ficou danificado, o autarca defendeu que esta deve ser feita” com uma visão de futuro e de modernização de infra-estruturas”, entre elas a rede viária.
“Depois temos requalificação dos edifícios públicos. Escusado será dizer que a Expocentro, com aquele impacto todo, tem que ser repensada a intervenção na própria infra-estrutura e em novas valências que possa assumir”, afirmou.
No apoio à economia e emprego, o autarca admitiu a necessidade de serem pensados apoios adicionais, especialmente para a micro actividade económica: pequeno comércio e serviços, “que estão fora desses grandes apoios de âmbito nacional”.
“Paralelamente, também vamos criar um regime de isenção de taxas municipais, mercados, feiras, venda ambulante, ocupação de espaço público, no período temporal até Junho, no sentido de dar um estímulo adicional”, revelou.
Será ainda dada “alguma robustez” ao associativismo para “alguma intervenção urgente” e cada freguesia receberá um apoio extraordinário de 15 mil euros para fazer face aos danos pós-tempestade.
“Estamos a falar de várias dimensões de apoios às famílias, à economia, às colectividades, às empresas, percebendo, e é o sinal que o município quer dar aos nossos concidadãos, que não estão sozinhos. Vamos apoiar a recuperação do nosso concelho numa perspectiva de olhar para afrente, levantar a cabeça e sairmos mais fortes”, concluiu.
Lusa