Carlos Rabadão tomou posse como primeiro Reitor da Universidade Leiria e Oeste
Escrito por 97fm Rádio Clube de Pombal em 2026-08-08
O primeiro reitor da recém-criada Universidade Leiria e Oeste (ULO), Carlos Rabadão, disse, na tomada de posse que decorreu na sexta-feira, que pretende construir uma universidade de nova geração, aberta ao conhecimento e à diversidade.
“Temos vindo a afirmar a vontade de construir uma universidade de nova geração. Esta expressão não pode ser apenas um lema. Tem de traduzir uma forma concreta de pensar e fazer universidade”, afirmou Carlos Rabadão, após o ministro da Educação, Ciência e Inovação lhe ter dado posse como reitor. O dirigente sublinhou que o caminho é garantir uma “universidade aberta ao conhecimento e à diversidade, às empresas, aos municípios, às escolas, aos hospitais, às instituições culturais e às organizações sociais”. “Aberta a Portugal e ao mundo”, reforçou.
A Universidade Leiria e Oeste resultou de um longo processo de transformação do Politécnico de Leiria, que provou ter todas as condições para dar esse passo. Carlos Rabadão destacou que a mudança não se faz apenas pela forma jurídica. “Aquilo que muda não é a missão fundamental da universidade. É a forma como temos de a concretizar. Precisamos de instituições mais abertas, mais flexíveis, mais interdisciplinares e mais capazes de cooperar”, observou. As instituições devem contribuir “para a compreender, orientar e liderar”, e saber “preparar os estudantes não apenas para as profissões existentes, mas para um mundo profissional em permanente transformação”. “O papel da universidade continua a ser aquele que atravessou os séculos: criar conhecimento, transmitir conhecimento, formar pessoas livres, competentes e responsáveis, e colocar o saber ao serviço do bem comum”, constatou, alertando para as “transformações profundas” que a inteligência artificial está a trazer.
Segundo o reitor, “a ciência desenvolve-se a uma velocidade sem precedentes“, a “transição digital modifica profissões, organizações e modelos de criação de valor”. “As alterações climáticas e a sustentabilidade exigem novas respostas. As mudanças demográficas obrigam-nos a repensar a relação entre educação, trabalho e envelhecimento. A aprendizagem deixou de estar concentrada numa fase da vida e passou a acompanhar todo o percurso das pessoas”, acrescentou. Ser universidade de nova geração é “preservar a liberdade académica, o rigor científico, o pensamento crítico, a ética e a procura da verdade”, procurando a transformação.
Carlos Rabadão defendeu ainda que é preciso “aproximar verdadeiramente o ensino e a investigação”, promover “o diálogo entre disciplinas, escolas, áreas científicas e culturas profissionais”, e compreender “que os estudantes não são apenas destinatários do conhecimento, mas participantes activos na sua construção”.
O reitor reafirmou a importância de assegurar uma investigação “orientada para a resolução de problemas” e de ter uma universidade “que não fale apenas para a sociedade, mas que saiba escutá-la” e que “aprenda com os seus parceiros ao mesmo tempo que contribui para os transformar”. Considerando que não é apenas um reitor e a sua equipa que constrói uma universidade, o dirigente assumiu o compromisso de contar com toda a comunidade, “com diálogo, com exigência, com transparência, com responsabilidade, com espírito de serviço”. A Agenda para a Transformação ULO 2035 será um convite à participação de todos para que possam deixar sugestões, respondendo ao que a “universidade e a sociedade precisarão em 2035”.
Na cerimónia de sexta-feira tomaram ainda posse os membros da Comissão Instaladora da ULO e os membros do Conselho de Gestão, e foi feita a nomeação e posse da equipa reitoral e dos directores das cinco escolas.
LUSA