Pombal – Pedreira do Barrocal chegou ao Governo

Deputado do PCP quer dados sobre pedreira na Serra de Sicó


Pombal 97 fm / Ambiente – Bruno Dias, deputado do Partido Comunista Português (PCP), quer conhecer todos os pormenores sobre o processo de alargamento relacionado com uma pedreira situada na Serra de Sicó, no concelho de Pombal.
Através de uma pergunta regimental, o parlamentar comunista refere que o seu partido está solidário com a população do lugar de Barrocal, na freguesia de Pombal, e diz-se também revoltado com tal situação.
A exploração de pedra, em terrenos baldios, leva Bruno Dias a afirmar que 800 compartes, beneficiários de tais terrenos, “nunca foram ouvidos” acerca da exploração, algo que dura há 40 anos, e lembra que a população da aldeia utilizava esses terrenos para a sua subsistência, através da produção agrícola e da criação de gado.
Hoje, indica o parlamentar do PCP, a população “está impedida” de prosseguir esses seus trabalhos, devido à exploração, algo que, reforça, leva a que os habitantes da povoação sofram os “impactes negativos da exploração” por causa do “pó constante, dos camiões que diariamente passam no local, do barulho do rebentamento de pedras e pelas fendas que se abrem nas suas casas”.
Aliás, e perante o alargamento da exploração, a Concelhia de Pombal do PCP denunciou na altura e publicamente a situação, afirmando que “os baldios são do povo do Barrocal”, pelo que “é urgente travar o alargamento da exploração de pedra”.
Uma comitiva dos comunistas chegou a visitar os referidos baldios de Barrocal, Casal Novo, Courã, Caeira, Covão da Silva e Caseirinhos, situados na serra do Sicó, todos lugares da freguesia de Pombal.
O PCP de Pombal recorda que, há poucos dias, a população do Barrocal voltou a expressar “a sua revolta devido à tentativa de alargamento da exploração de pedra por parte da empresa ‘Iberobrita’ naquela serra”.
Quem também já contestou o alargamento da pedreira foi o Grupo Protecção Sicó (GPS), sedeado em Pombal, que, durante uma actividade “de averiguação dos danos ambientais em causa, provocados pela pedreira no Monte do Ouro” - assim se denomina a zona onde a exploração se situa -, para a qual convidou representantes do PS, do PSD, do CDS-PP e do próprio executivo municipal pombalense, lamentou que nenhum dos convidados estivesse presente.
O GPS, recordamos, já denunciou a situação ao Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente, à Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Centro, ao Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, à Agência Portuguesa do Ambiente, à Inspecção Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território e à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).
Segundo Hugo Neves, dirigente do GPS, “o valor de 36 mil euros que será pago à autarquia é insignificante para a área”, com cerca de um quilómetro quadrado e uma profundidade acima dos 100 metros. “Se o impacto visual já é muito grande, ao fazer a expansão vão aumentar os problemas ambientais, com impactos na flora e na agricultura de subsistência”, alerta o responsável.

(Texto escrito com a antiga grafia)

 

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