Coimbra – Na antiga casa de António Nobre

Núcleo da Guitarra e do Fado de Coimbra com pormenores de Carlos Paredes e de Zeca Afonso

 

Pombal 97 fm / Cultura – O Núcleo da Guitarra e do Fado de Coimbra está a promover uma mostra de amuletos de Carlos Paredes e a letra original de uma canção de Zeca Afonso.

 

O referido núcleo museológico ocupa a antiga casa de António Nobre, em cujos quatro pisos, outrora a Torre de Anto, os visitantes podem descobrir os vários momentos da Canção de Coimbra, com a ajuda de ecrãs tácteis e áudio-guias, e contemplar objectos e manuscritos relacionados com o fado da cidade dos estudantes.

“Os pisos dividem-se em épocas: no segundo, fala-se do final do século XIX até ao início do século XX, o terceiro é reservado à chamada ‘geração de oiro’ dos anos 1920 a 1950 e o quarto destina-se à ligação entre a Canção de Coimbra e a música de intervenção. O primeiro piso é genérico e recebe ainda um mini-auditório”, refere o Núcleo da Guitarra e do Fado de Coimbra.
 
A Torre de Anto, refira-se, foi a casa do poeta António Nobre, em Coimbra, no final do século XIX, tendo o autor da obra “Só” deixado o poema “Fado D’Anto” que, muitos anos mais tarde, viria a ser interpretado por Zeca Afonso, músico que agora se encontra com o escritor, nesta casa.
 
“Dentro do espaço que era parte integrante da muralha medieval da cidade, encontra-se a guitarra de Artur Paredes, que mais tarde viria a ser utilizada pelo seu filho, Carlos, do qual também estão presentes alguns pertences, como os seus amuletos, um cão e um carneiro em porcelana, que usava nas actuações, ou o transístor que o acompanhava”, conta o núcleo, no qual pode, igualmente, ler-se a referência de José Régio a Artur Paredes, que, “vibrando os dedos em garra, despedaçava a guitarra", ou a Edmundo Bettencourt, com os seus “gritos de cristal e de oiro”.
 
Referência, também, para “uma carta de Zeca Afonso ao jornalista Rocha Pato, uma viola toeira, uma guitarra de António Portugal e um poema do cantor Edmundo Bettencourt, conhecido pela composição ‘Saudades de Coimbra’, sendo que também está presente a letra original de Manuel Alegre da ‘Trova do vento que passa’”.
 
Segundo a Agência Lusa, este projecto "é acalentado em Coimbra há muitos anos", citando o presidente da Câmara Municipal de Coimbra. Manuel Machado sublinha que o núcleo é um “espaço identitário” onde se dão a conhecer “aspectos que fazem parte do património cultural de Coimbra”, aqui integrados no seu “património histórico e arquitetónico”.
 
Para o autarca, trata-se de uma iniciativa “com projecção para o futuro”, englobando novas tecnologias, como os ecrãs tácteis ou os áudio-guias, que, por enquanto, apenas estão em português, mas que se espera estejam disponíveis em inglês até ao final de Julho.

(Texto escrito com a antiga grafia)

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